O texto que segue busca simplificar o tema para sua compreensão, assim caso algum expert queira colaborar temos espaço nos comentários para tanto. Dito isto vamos a um papo rápido sobre este tema tão instigante.
A Gestalt, muito estudado por psicólogos, designers e comunicólogos trata da necessidade que o homem tem de completitude, uma espécie de busca natural pela unidade da forma. A Gestalt explica muitos fenômenos visuais e muitas vezes não gostamos de uma pintura, logotipo ou desenho devido a algum problema de fechamento da Gestalt. Se a forma não está completa ou resolvida de forma "una" sentimos um incômodo inexplicável. Dê uma olhadinha na foto abaixo. Ao olhá-la vc vai sentir uma necessidade natural de complestar a figura girando a tampa do bueiro. Se vc sentiu isso, então perceberá na própria pele os efeitos da Gestalt.
Este é o motivo pelo qual ficamos desconfortáveis quando um personagem tangencia a borda de um quadrinho.
DICA SIMPLES - TANGÊNCIA e PAREIDOLIA
Páginas
segunda-feira, 16 de setembro de 2013
quarta-feira, 11 de setembro de 2013
Tiras, tamanho e proporções
Uma tira é uma História em Quadrinhos curta. Embora possua um caráter simplista esta conceituação lança alguma luz sobre os laços que unem as tiras e as histórias em quadrinhos.Por seu caráter objetivo e pela velocidade de leitura, a tira é de fácil assimilação para diversos públicos, tendo nascido nos jornais e migrado ao longo dos anos para livros, revistas, álbuns, posteres, material didático e publicitário. As tiras de humor que veiculam piadas curtas são as preferidas no gosto popular, embora possam explorar qualquer gênero.
Uma dúvida comum que surge no início do trato com criação de tiras é: "Que tamanho devo desenhar minha Tira?". Bem, vamos lá. O tamanho mais tradicional é o 9cm de altura por 29cm de largura. Há variações que podem surgir dependendo do cliente, dependendo do veículo ou do suporte que receberá a tira. É importante analisar esses fatores antes de iniciar a produção porque a variação de tamanhos e proporções podem impedir sua publicação ou - no mínimo - gerar retrabalho.
O cartunista Guabiras falou um pouco sobre os formatos de tiras:
"Essa é a medida americana (N.E: 9 por 29). E eles sempre mudam isso por lá, conforme os tabloides vão sendo reformulados. AQUI (N.E: referindo-se ao jornal que trabalha) eu mesmo faço a minha medida.
É sempre bom lembrar que a padronização dos tamanhos e formatos funcionam para organizar visualmente sua produção e seu portfólio, além disso ajudam a trabalhar melhor em projetos já estabelecidos (no caso das produções de linha como Turma da Mônica, Turma do Xaxado etc). Aqui deixamos algumas dicas de tamanho levando em conta a proporção para o desenho em A4. As tiras destes e de outros personagens, bem como outros formatos e tamanhos você encontrará nos links ao final desta postagem.
LINKS:
Cartoons & Comics Syndicates
Go Comics Syndicate
Syndicated Comic Strips
Creators Syndicate
Kingfeatures Syndicate
Turma do Xaxado
CENTRAL DAS TIRAS
Blog do GUABIRAS
Tiras no ARMAGEM
Uma dúvida comum que surge no início do trato com criação de tiras é: "Que tamanho devo desenhar minha Tira?". Bem, vamos lá. O tamanho mais tradicional é o 9cm de altura por 29cm de largura. Há variações que podem surgir dependendo do cliente, dependendo do veículo ou do suporte que receberá a tira. É importante analisar esses fatores antes de iniciar a produção porque a variação de tamanhos e proporções podem impedir sua publicação ou - no mínimo - gerar retrabalho. O cartunista Guabiras falou um pouco sobre os formatos de tiras:
"Essa é a medida americana (N.E: 9 por 29). E eles sempre mudam isso por lá, conforme os tabloides vão sendo reformulados. AQUI (N.E: referindo-se ao jornal que trabalha) eu mesmo faço a minha medida.
É sempre bom lembrar que a padronização dos tamanhos e formatos funcionam para organizar visualmente sua produção e seu portfólio, além disso ajudam a trabalhar melhor em projetos já estabelecidos (no caso das produções de linha como Turma da Mônica, Turma do Xaxado etc). Aqui deixamos algumas dicas de tamanho levando em conta a proporção para o desenho em A4. As tiras destes e de outros personagens, bem como outros formatos e tamanhos você encontrará nos links ao final desta postagem.
LINKS:
Cartoons & Comics Syndicates
Go Comics Syndicate
Syndicated Comic Strips
Creators Syndicate
Kingfeatures Syndicate
Turma do Xaxado
CENTRAL DAS TIRAS
Blog do GUABIRAS
Tiras no ARMAGEM
segunda-feira, 9 de setembro de 2013
Dica Simples 02
Aproveitando a dica vamos falar de Pareidolia... E o que é isto? ...Bem, trata-se uma ação realizada pelo cérebro humano (por associação) para dar sentido a massas de informação visual de difícil compreensão.
Através da Pareidolia a imagem ganha um entendimento diferente de seu objetivo primeiro, isto é um grande prejuízo quando se pretende gerar uma comunicação clara por meio de seu trabalho com imagem (dentro ou fora das HQs). Por outro lado a própria confusão gerada pode ser explorada de modo criativo e gerar resultados inusitados, divertidos, instigantes. O mais importante é conhecer o fenômeno e evitá-lo ou utilizá-lo segundos seus objetivos.
A tangência é uma das maneiras de se provocar a pareidolia. Veja exemplos:
Por gerar uma disfunção na leitura da imagem a Tangência pode conduzir a Pareidolia, mas há outras formas de Pareidolia. Ao deparar-se com uma grande quantidade de informação visual caótica, o cérebro procura ordenar esta bagunça visual tentando gerar um padrão e associando esse padrão a imagens outras já contantes no seu vocabulário visual. Por conta de um processo de identificação os rostos estão entre as formas que rapidamente encontram associação, imagens muito populares e míticas também ocupam espaço de destaque nessas associações de imagem.
Agora da próxima vez que você encontrar uma imagem mítica numa infiltração de parede, no mofo de uma fatia de pão ou numa nuvem, saberá que isto é um processo natural que ocorre com o cérebro humano e que o nome disto é pareidolia e não milagre.
Mais: GESTALT: Um processo mental
quinta-feira, 5 de setembro de 2013
Podcast Sobre Roteiro para HQs
O HCast era produzido (nos idos de 2010) por Gui Branco, Mano Araújo e Caetano Neto. Entre vários temas bacanas realizaram um podcast sobre roteiro com Rafael Tavares e JJ Marreiro. O link da página original para este e outros programas vc encontra no fim deste post.
Se você se interessa por escrever histórias ou apenas tem curiosidade no assunto é só clicar abaixo ou fazer o download.
HCast - Episódio Roteiro - Download gratuito
HCast Roteiro - post original
HCast - outros podcasts e textos da mesma equipe
domingo, 4 de agosto de 2013
Roteiro - Uma peça técnica

Vamos sem enrolação: A Idéia é a força motriz de uma história, tudo que surge numa narrativa é construído tendo por base uma idéia. O Argumento, elemento que vem logo em seguida, é uma organização dessas idéias em termos gerais, possui caráter mutável podendo sofrer pequenas alterações à medida que é desenvolvido ou repensado. O roteiro em forma de argumento é a história em linhas gerais e este formato de roteiro pode sofrer altareções significativas dependendo do artista que o transpuser para o desenho. O Argumento pode ainda ser a base para a elaboração da peça técnica que chamamos de Roteiro.
O Roteiro é um guia de construção meticuloso, descreve fatos, lugares e pessoas de modo específico para ajudar o máximo possível o trabalho do desenhista em sua função de materializar a história em imagens. O roteiro equivale ao trabalho do engenheiro com dados técnicos e precisos sobre uma determinada construção, enquanto o argumento pode ser associado ao trabalho criativo do arquiteto.
Muitas vezes roteirista e desenhista não tem contato direto, seus ofícios são mediados por um Editor que coordena os prazos e resultados. Neste caso o desenhista fica atado, preso, limitado a executar exatamente o que está no roteiro. Sem liberdade de interferir, adaptar ou modificar nada do roteiro. Quando roteirista e desenhista possuem sintonia e trocam ideias o roteiro pode receber pequenas contribuições que comportem a experiência de ambos e acabe por resultar num produto mais refinado e eventualmente mais rico.
Ao lado há uma página de roteiro de Neil Gaiman retirada do vol. 1 de Absolute Sandman. Abaixo uma série de links para mergulhar no asunto:
Roteiro & Preconceito por JJ Marreiro
Blog do escritor Gian Danton sobre roteiros e roteiristas
Formatos de roteiro
Como escrever Histórias em Quadrinhos - Allan Moore
Alan Moore Senhor do Caos
espaço dedicado ao roteirista Allan Moore e temas afins
Roteiro de Cinema
Personagens são Fundamentais por Gian Danton
Como escrever um roteiro de Cinema
-------------------------------------------------------
Roteiros de famosos filmes Hollywoodianos (textos em inglês):
DAILYSCRIPT
SCREENPLAYS FOR YOU
SCREENPLAY EXPLORER
Indicados (link direto):
ET-O Extra-terrestre
Jerry Maguire
Os Imperdoáveis
Rocky - Um Lutador
Guerra nas Estrelas
O Poderoso Chefão
Cidadão Kane
O Sexto Sentido
Pulp Fiction
Superman - The Movie (roteiro filmado)
Superman - The Movie (roteiro original do Mario "Poderoso Chefão" Puzo
Curiosidade:
Superman (JJ Abrams)
101 Roteiros indicados pelo Sindicato dos Roteiristas de Hollywood (inclui links para download)
segunda-feira, 24 de junho de 2013
Direito Moral & Direito Patrimonial
Quando um autor negocia a publicação de sua obra o que está em jogo primordialmente é o direito de reproduzir e gerar proventos a partir do objeto de criação. Quando um escritor negocia a publicação de um romance ou quando um ilustrador negocia uma imagem usada para um poster, o pagamento pode advir de um contrato de cessão de direitos autorais patrimoniais. O criador negocia (cede a uma empresa/editora/agencia etc) por tempo determinado a veiculação e a exploração comercial do material produzido por ele. A empresa remunera o arista (com valores e formas de pagamento estabelecidos em contrato), investe no projeto, capitaliza para gerar lucros. Após o término do prazo negociado, outro contrato deve ser realizado, isto ajuda a reajustar valores de acordo com o momento econômico ou de acordo com novas especificações que o projeto venha a adquirir.
O Direito Patrimonial é
o direito de explorar economicamente sua obra por meios diversos,
este é o direito que gera rendimentos ao autor de maneira direta ou
indireta, pois garante a ele a cessão de direitos a uma empresa que
se encarregue de capitalizar sua obra repassando-lhe o que for
negociado em acordo por contrato.
O Direito Moral é
intrínseco e intransferível. Diz respeito ao reconhecimento da
paternidade de uma obra, garante que, independente do tempo em que se
dê, o autor será reconhecido como gerador daquela obra. O Direito
Patrimonial é passível de transferência, o Moral nunca. Entretanto
vivemos no Brasil... e, como qualquer um sabe, existem pessoas que
por necessidade econômica (ou outros motivos) vendem a autoria de
seus trabalhos e isto vai da produção artística à produção
acadêmica. Compra-se com muita facilidade o direito patrimonial e
moral de obras de arte e teses acadêmicas. O combate a este tipo de
conduta passa primordialmente pela ética dos profissionais
envolvidos. A letra da Lei é de fato bonita em muitos casos, mas
esbarra na vontade dos indivíduos de procurar ou não o bem comum.
Para saber mais:
(Alertamos aos autores que leiam cuidadosamente os contratos e lembramos que
muitas empresas agindo de má-fé exigem
contratos de Cessão Total, dependendo do
caso você autor pode perder o direito de
usufruir permanentemente dos proventos
gerados à partir de sua obra. Fique atento.)
segunda-feira, 17 de junho de 2013
Dica Simples
Fazer quadrinhos requer atenção em alguns detalhes que podem parecer irrelevantes... Mas não são. O tempo de leitura é coordenado pela exploração que o desenhista faz do espaço que usa para desenhar.
O ritmo de leitura é cadenciado pela simplicidade ou complexidade dos traços, pela quantidade de quadros distribuídos por tira ou página, pela dimensão das sarjetas, pela quantidade de texto expresso, pela linha de movimento dos personagens, pelas linhas cinéticas etc.
A sarjeta é uma espécie de rio que conduz dentro da página o escape do olhar, o trânsito dos quadros, o fluxo da leitura. Sufocar a sarjeta fechando os traços em suas extremidades, entre outras coisas gera um objeto dentro do seu painel:uma barra. Isso traz confusão à leitura e tudo que uma HQ não pode ser é confusa. A leitura de um quadrinho(ou tira) é intuitiva e direta. fazer o leitor "parar" por não compreender algum elemento, texto, desenho ou passagem da história é um desserviço narrativo e deve ser evitado.
O ritmo de leitura é cadenciado pela simplicidade ou complexidade dos traços, pela quantidade de quadros distribuídos por tira ou página, pela dimensão das sarjetas, pela quantidade de texto expresso, pela linha de movimento dos personagens, pelas linhas cinéticas etc.
A sarjeta é uma espécie de rio que conduz dentro da página o escape do olhar, o trânsito dos quadros, o fluxo da leitura. Sufocar a sarjeta fechando os traços em suas extremidades, entre outras coisas gera um objeto dentro do seu painel:uma barra. Isso traz confusão à leitura e tudo que uma HQ não pode ser é confusa. A leitura de um quadrinho(ou tira) é intuitiva e direta. fazer o leitor "parar" por não compreender algum elemento, texto, desenho ou passagem da história é um desserviço narrativo e deve ser evitado.
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