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segunda-feira, 4 de novembro de 2013
segunda-feira, 17 de junho de 2013
Dica Simples
Fazer quadrinhos requer atenção em alguns detalhes que podem parecer irrelevantes... Mas não são. O tempo de leitura é coordenado pela exploração que o desenhista faz do espaço que usa para desenhar.
O ritmo de leitura é cadenciado pela simplicidade ou complexidade dos traços, pela quantidade de quadros distribuídos por tira ou página, pela dimensão das sarjetas, pela quantidade de texto expresso, pela linha de movimento dos personagens, pelas linhas cinéticas etc.
A sarjeta é uma espécie de rio que conduz dentro da página o escape do olhar, o trânsito dos quadros, o fluxo da leitura. Sufocar a sarjeta fechando os traços em suas extremidades, entre outras coisas gera um objeto dentro do seu painel:uma barra. Isso traz confusão à leitura e tudo que uma HQ não pode ser é confusa. A leitura de um quadrinho(ou tira) é intuitiva e direta. fazer o leitor "parar" por não compreender algum elemento, texto, desenho ou passagem da história é um desserviço narrativo e deve ser evitado.
O ritmo de leitura é cadenciado pela simplicidade ou complexidade dos traços, pela quantidade de quadros distribuídos por tira ou página, pela dimensão das sarjetas, pela quantidade de texto expresso, pela linha de movimento dos personagens, pelas linhas cinéticas etc.
A sarjeta é uma espécie de rio que conduz dentro da página o escape do olhar, o trânsito dos quadros, o fluxo da leitura. Sufocar a sarjeta fechando os traços em suas extremidades, entre outras coisas gera um objeto dentro do seu painel:uma barra. Isso traz confusão à leitura e tudo que uma HQ não pode ser é confusa. A leitura de um quadrinho(ou tira) é intuitiva e direta. fazer o leitor "parar" por não compreender algum elemento, texto, desenho ou passagem da história é um desserviço narrativo e deve ser evitado.
sexta-feira, 10 de maio de 2013
Roteiro & Argumento - O Caminho das Pedras
Após ver seu mestre cruzar o rio com muita facilidade o aprendiz tenta repetir o feito e quase se afoga. O Mestre o retira da água e mostra pra ele: “Está vendo ali? Aquelas pedras estão mais firmes e são maiores, são rugosas e podemos andar sobre elas sem escorregar. Da próxima vez que for passar o rio use o caminho das pedras e você não cairá facilmente.” Usando a história destes monges como metáfora: O Caminho das Pedras para construir uma História em Quadrinhos é possuir um argumento e um roteiro sólidos.
Não é novidade o conceito de que a coisa mais importante numa História em Quadrinhos é a história. Tudo começa com uma ideia, um mote, um tema, isto é a base do que vai ser contado. A etapa seguinte é saber o que será contado: o que acontece no começo, no meio e no fim da história.
A história contada em linhas gerais recebe o nome de argumento e ele pode ou não estar materializado em texto. O argumento pode ser apenas contado para alguém. Stan Lee (criador do Homem-Aranha) contava as histórias para seus desenhistas sem precisar redigí-las – como trabalhava com muitos títulos não teria tempo para redigir cada um dos roteiros. Após a execução da arte as páginas recebiam detalhamento de diálogos e recordatórios. Esse recurso acelerava o método de produção e ficou conhecido como a maneira Marvel de redigir roteiros, entretanto era de fato um argumento. O roteiro é uma peça técnica com as falas, enquadramentos, descrição de cenários, ambientes e expressões de personagens.O criador da história pode ou não ser o próprio desenhista. De todo modo, uma história que motive o desenhista fará com que essa motivação chegue ao arte-finalista e também ao leitor. Daí pode-se concluir que é também missão do roteirista inspirar sua equipe de trabalho com eventos interessantes, curiosos, aventurescos ou não, mas acontecimentos que consigam ter força suficiente para emocionar, questionar ou estimular os leitores e ficar gravados em sua memória e em seu coração.
Blog do escritor Gian Danton sobre roteiros e roteiristas com matérias e entrevistas:
http://roteiroquadrinhos.blogspot.com.br/
Livros para download, disponibilizado na web pelo próprio autor:
O Roteiro nas Histórias em Quadrinhos
Matérias interessantes:
Roteiro & Preconceito (por JJ Marreiro)
Não enche o saco, manda um resumo (por JJ Marreiro)
Episódio Especial do Hcast muito bom sobre roteiro:
HCast episódio sobre roteiro
terça-feira, 7 de maio de 2013
Classificar para Otimizar
Ao elaborar uma narrativa em quadrinhos o autor é livre para explorar todos e quaisquer temas, gêneros e assuntos. Entretanto é necessário a percepção de qual público se destina sua obra. É fato de conhecimento público que a cognição e o aprendizado infantil diferem substancialmente dos adolescentes e adultos, daí a compreensão de que certos temas e abordagens possuem intrinsecamente públicos específicos.
Um sistema classificatório foi desenvolvido pelo Ministério da Justiça com intuito de direcionar melhor a obra ao público a que se destina. Esta classificação é indicada para televisão, mercado de cinema e vídeo, jogos eletrônicos e jogos de interpretação – RPG, entretanto pode ser de utilidade para outras áreas e mídias não listadas.
Aos que interpretem esse sistema como censura, é bom lembrar que trata-se de uma classificação de conteúdos visando adequação de público, ou seja não é um impedimento de veiculação, mas um indicador de direcionamento desta veiculação.
O Guia prático da classificação indicativa (disponível no site do Ministério da Justiça) pode ser usado pelos próprios autores para uma auto classificação de sua obra em projetos culturais, editais, etc. Obviamente deveria ser também utilizado por avaliadores de projetos culturais e editais para classificar os trabalhos que avaliam. Ele ajuda a perceber que elementos estão contidos nos trabalhos e a que faixas etárias melhor se destinam.
Um sistema classificatório foi desenvolvido pelo Ministério da Justiça com intuito de direcionar melhor a obra ao público a que se destina. Esta classificação é indicada para televisão, mercado de cinema e vídeo, jogos eletrônicos e jogos de interpretação – RPG, entretanto pode ser de utilidade para outras áreas e mídias não listadas.
Aos que interpretem esse sistema como censura, é bom lembrar que trata-se de uma classificação de conteúdos visando adequação de público, ou seja não é um impedimento de veiculação, mas um indicador de direcionamento desta veiculação.
O Guia prático da classificação indicativa (disponível no site do Ministério da Justiça) pode ser usado pelos próprios autores para uma auto classificação de sua obra em projetos culturais, editais, etc. Obviamente deveria ser também utilizado por avaliadores de projetos culturais e editais para classificar os trabalhos que avaliam. Ele ajuda a perceber que elementos estão contidos nos trabalhos e a que faixas etárias melhor se destinam.
A título de exemplo, uma classificação Livre permite a chamada Violência fantasiosa, como nos desenhos animados em que os personagens se deformam, são amassados por bigornas ou martelos gigantes e logo em seguida retornam ao estado normal; A presença de armas sem violência, sangue, fraturas expostas é permitida; Mortes sem violência ou lesões. Por exemplo: um corpo inerte é encontrado por um detetive numa cena após o crime. Para maiores detalhes o Guia pode ser baixado gratuitamente no site do Ministério da Justiça. (Link abaixo da matéria).
Enquanto as mídias relacionadas a cultura, educação e entretenimento se tornam áreas mais rentáveis e abrem espaço para novas atividades, o profissionalismo dos produtores faz-se cada vez mais necessário exigindo-lhes mais conhecimento sobre o mercado que os cerca e sobre a elaboração e veiculação de suas produções, sejam animações, games, rpgs ou quadrinhos.
Enquanto as mídias relacionadas a cultura, educação e entretenimento se tornam áreas mais rentáveis e abrem espaço para novas atividades, o profissionalismo dos produtores faz-se cada vez mais necessário exigindo-lhes mais conhecimento sobre o mercado que os cerca e sobre a elaboração e veiculação de suas produções, sejam animações, games, rpgs ou quadrinhos.
Para download gratuito:
terça-feira, 30 de abril de 2013
Lista dos selecionados para a primeira turma do Curso FQCE
A Secretaria de Cultura de Fortaleza divulgou em seu site a lista dos candidatos selecionados para a primeira turma do Curso FQCE, uma atividade do projeto Clube de Quadrinhos (parceria entre Secultfor e FQCE). O curso terá cinco módulos divididos em dois meses de duração.
Receberá certificação o candidato que:
-cumprir 80% de presença sem perder um módulo inteiro;
-e entregar o trabalho final;
As aulas iniciam no sábado 4 de maio no horário de 14h às 17h. Local Gibiteca de Fortaleza. Anexo da Biblioteca Dolor Barreira,. Av. Universidade, 2572.
Clique AQUI para ver a lista dos aprovados e classificáveis.
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